quinta-feira, 30 de julho de 2009

Ouço a melodia que toca dentro de mim

segunda-feira, 27 de julho de 2009


Me embalei,
em um soninho,
com meu amor
sonhei.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

O fato é que corro mas não me canso.

domingo, 19 de julho de 2009



Prateleira


Parei para pensar. Alinhar o que penso, o que vejo e o que sinto.
Coloquei-me na posição de pratelheira, sim, somente assim poderia organizar em mim os milhões de livros que estão em minha cabeça.
Livros de aventuras, terror, romances e tristezas. Alguns velhos de capas rasgadas, outros novos, uns modernos com figuras engraçadas.
Percebi que estava agoniado. Horas! Por que me sentia assim?
Tinha medo das pessoas. Passei a opinar, a bater o pé e dizer não a elas. Primeiro canto da pratelheira estava arrumado. A certeza de que o que acho tem valor e tem seu peso. Etiquetei essa coluna de livros como "Eu penso, eu falo".
Mas ainda me sentia preso a algo, talvez o receio do que pensariam a meu respeito. Achei em mim um livro de capa dura e forte, nunca tinha visto algo tão rígido ao mais forte toque. Então títulei ele como o nome de "Autoproteção", livro que me fazia ser forte o suficiente para não temer e me abalar por comentários alheios, como já dizia uma tia querida: "-Digam bem ou mal, mas digam de mim!" A segunda coluna estava pronta, a coluna chamada eu "Eu sou Forte" mas esse livro não podia ser emprestado, era único, pois somente cada pessoa poderia criá-lo.
A última colona sem dúvidas se chamaria Vida! Vocábulo que uniria todas as palavras. Acredito que a vida nos proporciona vários fatos e só partiremos dela quando sentirmos tudo, passarmos por tudo e nos tornarmos cheios de experiências e sabedoria.
Ali estavam livros de todas as cores, tamanhos e fontes. Todos ali poderiam ser lidos e compartilhados e se fosse útil a quem os lessem poderiam ser levados.
Livros que carregavam palavras doces e amargas de um único autor, Jair Gabardo.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Férias

Me planejei para grandes dias.
Atiçaria em mim desejos inusitados, espontâneos e bem largados. Sim largados. Levados a espontaneidade dos meus pensamentos, respeitando o ritmo que minha respiração tomava, horas forte, horas fraca.
Caminharei nas ruas como um gato, discreto porém, descolado. Entrarei em lojas mas, não comprarei nada apenas olho e reparo.
Chamarei amigos para bater um papo, dar risadas e tirar sarro.
Assistir a filmes novos e filmes velhos, só não verei os jornais me entristecem, só tragédias e maldades que ocorrem por essa cidade. Quero algo alegre, comédia, teatro e dança é claro, não deixarei de lado.
Quero sono longo e passar as noites em claro olhando para o teto imaginando cenas, momentos chorando calado.

Me preparei para grandes dias. Até que em fim chegou às férias.

terça-feira, 7 de julho de 2009


"Teu abraço, meu aconchego..."

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Sinto nada

Por que me olhas com essa cara de peixe morto?
Por que não diz na cara e revela logo esse seu sujo jogo?
Me conheço, sei que não sou flor que se cheira, mas você sua besta não sabe disfarçar, não sabe esconder, não sabe nem ao menos quem é você.
Se aparte de mim os seus passos, fique longe de mim seu perfume, suma da minha frente e leve com você as imundices que colocou em seu próprio mundo.
Cale a boca, vire o rosto e morda sua língua. Suas palavras são um poço vazio, não mata a sede e para nada tem serventia.
Nojo.
Raiva.
Pena.

Sinto nada...

sábado, 4 de julho de 2009

Há meses atrás Maycon Jackson não era nem lembrado. Seu nome não estava nas listas de oração da sociedade lamentada.
Agora é rei disso, rei daquilo, rei de sei lá o que.
Talvés boas palavras seriam mais boas quando ouvidas ainda em vida e com grande alegria poderia se encher os pulmões de ar. Agora já gelado e sem nenhum sinal de movimento palavras são tão inúteis quanto ventilador ligado no quintal em dia de vento.

Hipócritas!

"É mais difícil ser um rei sem coroa do que uma pessoa mais normal."
"Seja curioso pelos mistérios da vida".

PS: Isso implica na sua, e não a do vizinho!

quinta-feira, 2 de julho de 2009

"Incansavelmente esperarei por uma palavra sua. Deus me livre que sejas adeus..."
O preço do gostoso

Menino sem rosto guardava no bolso uma nota de dinheiro.
Pensava por horas encostado na porta o que comprar para alimentar o seu eu.
Desidira comprar a felicidade. Sim, ele estava certo que ela custasse caro, mas com coragem iria negociar o seu preço.
Não sabia onde comprá-la por isso comprou um pacote de doces.
Ao colocar em sua boca aquela balinha roxa sorriu. Seus dentes à mostra naquela calçada quebrada deslumbrava qualquer um que visse seu rosto.
Nosso menino sem rosto descobrira algo novo! A felicidade estava no gosto das coisas que ele amava fazer, seu dinheiro era pouco mas o preço do gostoso ultrapassava qualquer nota guardada no bolso.