domingo, 19 de julho de 2009



Prateleira


Parei para pensar. Alinhar o que penso, o que vejo e o que sinto.
Coloquei-me na posição de pratelheira, sim, somente assim poderia organizar em mim os milhões de livros que estão em minha cabeça.
Livros de aventuras, terror, romances e tristezas. Alguns velhos de capas rasgadas, outros novos, uns modernos com figuras engraçadas.
Percebi que estava agoniado. Horas! Por que me sentia assim?
Tinha medo das pessoas. Passei a opinar, a bater o pé e dizer não a elas. Primeiro canto da pratelheira estava arrumado. A certeza de que o que acho tem valor e tem seu peso. Etiquetei essa coluna de livros como "Eu penso, eu falo".
Mas ainda me sentia preso a algo, talvez o receio do que pensariam a meu respeito. Achei em mim um livro de capa dura e forte, nunca tinha visto algo tão rígido ao mais forte toque. Então títulei ele como o nome de "Autoproteção", livro que me fazia ser forte o suficiente para não temer e me abalar por comentários alheios, como já dizia uma tia querida: "-Digam bem ou mal, mas digam de mim!" A segunda coluna estava pronta, a coluna chamada eu "Eu sou Forte" mas esse livro não podia ser emprestado, era único, pois somente cada pessoa poderia criá-lo.
A última colona sem dúvidas se chamaria Vida! Vocábulo que uniria todas as palavras. Acredito que a vida nos proporciona vários fatos e só partiremos dela quando sentirmos tudo, passarmos por tudo e nos tornarmos cheios de experiências e sabedoria.
Ali estavam livros de todas as cores, tamanhos e fontes. Todos ali poderiam ser lidos e compartilhados e se fosse útil a quem os lessem poderiam ser levados.
Livros que carregavam palavras doces e amargas de um único autor, Jair Gabardo.

Um comentário:

  1. uau! cara eu me identifiquei muito com este texto!!! demais... continue escrevendo...

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#feliz