sábado, 28 de novembro de 2009

Poetando a vida...

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Rosas

Abri os olhos para observar a minha volta
A sensação de estar aqui me basta, é boa e nunca passa
Permaneço, sinto e me arrasto
Colho as milhares de rosas espalhadas aos lados
Todo cheiro e tantas cores
Texturas das flores que me mostram tantos casos

Relacionamentos, acordos entre a carne e osso.
E um doce gosto do amor que nunca entendo.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Pequena vida. Agora enorme

Te faço
Só desfaço
Me encontro e te escondo

Me viro
Escorrego
Me quebro e desmonto

Dou um salto
Fico alto
Ofegante ao seu encontro

Estou correndo e nunca paro
Desesperado vou andando

Nunca faço, quase raro
Sempre sinto e nunca passa

Tanto forte e nunca fraco
Pequena vida agora enorme por estar ao seu lado

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Uma sensação e uma certeza, são as cartas guardadas em minha manga esperando por um momento de serem jogadas a mesa.
Um xeque-mate certeiro, o fim do jogo que as regras eu ainda não conheço.
Chorarrisar

Chorei. As lágrimas já desconjuntadas corriam por todo o meu rosto, olhos vermelhos e cara inchada.
Ajuda? Perigo? Uma mão para meu socorro?
Não, não meu senhor, chorei de entusiasmado! As lágrimas aqui é de homem que vive em estado de permanente felicidade.
Apenas você

Apenas seu toque para todo o meu corpo
Apenas suas palavras para me serem ouvidas
Apenas as canções que de seus lábios ecoam
Apenas você para os restos dos dias

Tão doce e tão alegria
Tal é essa criatura que me enche de vida

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Sentimentos de tempos

Ela era um pedaço de papel colocado em uma garrafa de vidro jogada ao mar.
Guardava segredos que despertariam desejos para quem a lesse. Era um enigma, uma pergunta sem uma resposta concreta.
Não era divina e nem impura. Não era mulher e nem menina.
Seu nome era Lua para noites escuras. Seu nome era Sol para tardes de calor. Sua presença era como a brisa leve e quase
impercebida.
Poucos
conseguiam senti-la.


Era jovem e nunca envelhecia, mas carregava em si vivências de anos de vida.
Sabia o que queria, mas logo desistia quando se via diante de coisas mais bonitas que até então não conhecia.
Era levada pela beleza da vida sem se importar com o peso e à medida que suas decisões traziam.
Era louca, era sã, era ela. Somente ela e qualquer
descrição amanhã já não se podia dizer que era ela, inconstante figura mudava como as fases da lua.

Não pisava no chão, mas também não tinha asas para voar.
Não usava bolsas nem
maquilagens, não utilizava dessas bobagens, pois buscava algo maior para se entregar.
Amava as cores, perfume de flores, trazia em pedaços de panos que cobriam seu corpo.


Ah! Se pudesse vê-la novamente! Tirá-la dos meus sonhos e em um pequeno momento presente tocasse seu rosto.
Falariam que sou louco, mas louco serei se não tiver esse encontro que tanto sonhei e alimentei por anos. Sentado naquele banco já sujo do tempo não me canso de esperar e fico atento a olhar a brisa que vem junto com o vento.


Rasgo-me por dentro, mordo minhas unhas e vejo cair meus cabelos. Desgraçado tempo que passa sem ter pena dos meus tristes sentimentos.
A espera dela não me cansarei e que não permitam os deuses que eu morra sem antes tê-la em meus braços e poder um dia beijar minha amada donzela.

domingo, 1 de novembro de 2009

A espera, um olhar sobre minha janela
Mastiguei algumas palavras, as engoli e então fiquei em silêncio.
Não era preciso dizer nada, sem barulhos e sem falas fiquei calado, apenas olhares trocados com o sol que finalmente aparecera em minha janela, seu saudoso retorno me suava a testa deixando respingos caírem em meu rosto.
Observei tudo a minha volta, ângulos que se limitavam em quatro paredes do meu quarto, pouco móveis poucas cores, pouco quase nada.
Encostei a porta. Agora fechada mas sem tranca, a deixei assim com a esperança de te ver de novo, quem sabe ainda me gosta e ainda volta com sede para beber do meu corpo.
Olhei as horas passar, vazavam como água entre meus dedos, não deseja fazer nada apenas gostaria te-la de novo.
Senti o vento do fim da tarde e a noite que chegava para rodear de estrelas a minha janela, estava só ao usufruir uma vista tão bela.
Ah se voltasse a tê-la de novo! Fazeriamos amor como dois loucos desesperados um pelo outro.
Nada disso acontecera, continuava calado a observar a noite que passava esperando o saudoso sol aparecer de novo.