terça-feira, 3 de novembro de 2009

Sentimentos de tempos

Ela era um pedaço de papel colocado em uma garrafa de vidro jogada ao mar.
Guardava segredos que despertariam desejos para quem a lesse. Era um enigma, uma pergunta sem uma resposta concreta.
Não era divina e nem impura. Não era mulher e nem menina.
Seu nome era Lua para noites escuras. Seu nome era Sol para tardes de calor. Sua presença era como a brisa leve e quase
impercebida.
Poucos
conseguiam senti-la.


Era jovem e nunca envelhecia, mas carregava em si vivências de anos de vida.
Sabia o que queria, mas logo desistia quando se via diante de coisas mais bonitas que até então não conhecia.
Era levada pela beleza da vida sem se importar com o peso e à medida que suas decisões traziam.
Era louca, era sã, era ela. Somente ela e qualquer
descrição amanhã já não se podia dizer que era ela, inconstante figura mudava como as fases da lua.

Não pisava no chão, mas também não tinha asas para voar.
Não usava bolsas nem
maquilagens, não utilizava dessas bobagens, pois buscava algo maior para se entregar.
Amava as cores, perfume de flores, trazia em pedaços de panos que cobriam seu corpo.


Ah! Se pudesse vê-la novamente! Tirá-la dos meus sonhos e em um pequeno momento presente tocasse seu rosto.
Falariam que sou louco, mas louco serei se não tiver esse encontro que tanto sonhei e alimentei por anos. Sentado naquele banco já sujo do tempo não me canso de esperar e fico atento a olhar a brisa que vem junto com o vento.


Rasgo-me por dentro, mordo minhas unhas e vejo cair meus cabelos. Desgraçado tempo que passa sem ter pena dos meus tristes sentimentos.
A espera dela não me cansarei e que não permitam os deuses que eu morra sem antes tê-la em meus braços e poder um dia beijar minha amada donzela.

Um comentário:

Obrigado por compartilhar aqui! =D
#feliz