quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Uma Nova Dança

Joguei as cartas, marcas e me desfiz de mim mesmo.
Lancei ao nada tudo o que era, tudo o que fui e o que imaginava ser.
Encarei as mentiras, confrontei o meu próprio eu com raiva, lágrimas e batendo em minha própria cara.
Machucando-me por dentro nas noites em claro de porta trancada, sozinho e calado.
Fechando-me para mim mesmo, abafado e frustrado com os planos que nunca vingaram, sementes que plantei em solos de sonhos.

Tão agora acordei, levantei o pó da mente e do passado. Mudei.
Abri a janela que trazia com ela os raios de um tempo ensolarado que penetrando a minha pele mofada de fracassos pude degustar o calor de um novo momento.
Respirei com força, dei um salto, um grito alto, milhares de expressões.
Escutei a música que antes não ouvia de modo inevitável me deixei levar, meus pés mexiam, meus braços se moviam então comecei a dançar.

Dancei uma nova dança ao som da melodia interna. Uma partitura formada pela maravilha de viver o momento presente em corpo, alma e mente.
Sou um homem que ressurgiu das cinzas. Sou quem preciso ser.


"Talvés o passado seja uma âncora nos prendendo.
Talvés precisamos abandonar a pessoa que fomos para nos
tornarmos as pessoas que seremos".

(Sex and the City)

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