quinta-feira, 27 de maio de 2010

Pensemos todos

Quando na vida MAIS é MENOS e MENOS é MAIS?
Quando do POUCO se acha o MUITO e do MUITO percebemos que só a POUCO?
Quando do NADA encontra-se o TUDO e de TUDO não se encontra NADA?

EXCESSO ou ESCASSEZ?
Pergunto-me e lhe pergunto. Fiquemos a pensar todos...

sábado, 22 de maio de 2010

Falei de mim

Às vezes me sinto forte, destruidor, capaz de derrubar aos montes qualquer coisa. Horas já estou fraco, incapaz, sem fôlego para soprar uma pena.
Essa bipolaridade de quem sou, esse eu de cabeça cheia que abandono ao relento várias noites a ficar pensando em mim mesmo, a quem sou e atinjo em meio a tanta gente. Visualizando o que não vejo em olhos de carne, me indagando onde estou nesse exato momento e tentando ter certeza se sou a soma de dias que se passaram ou só o resultado do que hoje estou vivendo.
Me definir já se tornou algo difícil, esquecer disso é que estou querendo, mas não como aquele que vive um dia após o outro, mas um ator que assume papéis e formas diferentes para sobreviver em tempos onde fugir não é solução e ficar também não se resolve nada mesmo.
Me inspirando em figuras, histórias e sentimentos que me fazem ser eu preenchendo o inconstante que sou.
Perdi a noite, tirei teu sono, mas sentei e falei de mim.

Pactualidade

Muita vida já vivemos, muitas coisas para contar. Ou não, ainda lembraremos dos nossos segredos, a pactualidade de quem viveu amor.

Marcado

Marcado em pedra me tornando vivo
Tatuado na pele, no teu sangue
Escrito em papéis que nunca se rasgam
Letras em tinta que nunca se apagam

Fixado em tua memória
Preso, amarrado, como que selado em seus pensamentos
Eternamente o alvo dos teus olhos
Para toda vida perdido com você através do tempo

Quando entrei em sua vida, marquei a ferro a tua história
Só assim fiquei, só assim serás todo meu e só assim pra ti eu serei

Seremos dois além dos séculos

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Cheiro no cangote arrepio no joelho. Sinais teus no corpo.

Se não Fosse

Se fosse fácil talvez eu nem tentasse.
Se fosse impossível me daria gana por conquistar.
Se fosse tarde demais tentaria um novo começo.
Se fosse loucura me jogaria sem pudor algum.
Se fosse chato e monótono procuraria algo melhor para me ocupar.
Se fosse parado, ao som de uma bela música me colocaria a dançar.
Se fosse a morte voltaria encarnado.

Mas se não fosse você eu não saberia.
Não saberia improvisar meus atos diante ao difícil, a rir e de empolgante alegria marejar meus olhos, não saberia de nada.

Se fosse sempre assim, você ao meu lado teria eu o amor como achado.



terça-feira, 11 de maio de 2010

Talvez eu esteja cheio demais.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Papéis ao Lixo

Agora sim,
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Joguei tantos papéis fora,
um ato de me
livrar do que é passado.
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Desprendimento. Acabar
com vestígios daquilo que
um dia chamei de vida.
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Eu com eu mesmo. Podre e Divino.

Andei abrindo aquelas portas emperradas que só abrem a base da pancada e com agressividade me coloquei entre a parede. Era hora de cuspir a verdade, um confronto entre eu e o eu mesmo.

Falei-me besteiras achando meios de enganar o tolo que não é tão tolo do meu próprio eu. Fingindo para mim mesmo só um disfarce para matar o tempo.

Então gritei e espofetiei minha cara, golpes dados em meu próprio corpo, tentando arrancar de mim uma frase, uma resposta que só seria dada por mim para meu eu.

Constrangido diante do meu rosto no reflexo do espelho me coloquei em silêncio. Me vi tão nobre e tão pobre como qualquer um.

Ser de carne osso e um gênio do cão. Não cheguei muito longe, talvés não cheguei há lugar algum, mas me encarei de frente e tenho gostado do vejo.

Eu, podre e divino. Um santo de casa tentando fazer milagre para sobreviver todos os dias.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Quietude

O silêncio que me faltava e secava os ossos molhou-me. Banhado em águas de quietude e um bom sofá para dormir.
Quietude em meio a falas sem cessar, meus ouvidos não suportavam mais barulho.

Enfim, voltei a pensar.