terça-feira, 13 de julho de 2010

Nem Inferno e nem Céu

O que ele queria?
Ele queria o sorriso largo ao se olhar no espelho e ver ele por ele mesmo sem qualquer falsidade.
Do que o condenaram?
Pecador, isso sem ao menos ser.
O que era pecado para ele?
Pecado para ele era abster-se da vida, separá-lo dele mesmo com um ato de ignorar a si mesmo e tudo o que nele continha.
O que ele tinha para contar, quem era ele?
Tinha muitas histórias, fazia-se e desfazia-se com o tempo. Difícil era definir esse cara.
Por onde andava ele?
Perdido resolveu ser e nesse ato encontrou o seu caminho.
E tem nome?
Qualquer nome que quiser dar a ele. Hoje eu o chamo de Ousado.
Ousado?
Assim quero ser também. Acabar com a penitência de sermos simplesmente quem somos. Não acredito mais em santos e impuros.
Nem bom nem ruim, nem inferno e nem céu.

Um comentário:

  1. Todos temos céu e inferno dentro de nós...
    E isso não é vergonha!!
    Temos que assumir nossos desatinos também, afinal, eles nos fazem crescer tanto, não é ??
    (Sem contar que ás vezes, nos divertem muito..rs)
    Beijos!!
    Adorei o texto!

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#feliz