segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Conversas com as Promessas

Como passo sem ver tudo isso?
Que diabos estava pensando que deixei passar batida tantas coisas? Um fato. Sempre estiveram aqui, eu que as deixei ali, no canto mofando em algum lugar em mim, perdidas.
Olhei para elas, nos deparamos outra vez, era engraçado de como já não eramos tão familiares, eramos mais amigos, dormiamos e acordavamos juntos.
Foram elas que me deram o tapa no ombro aquele dia no ônibus quando eu estava com medo. Lembrei dessa cena, não quero esquecê-la outra vez.

Caramba! Mostrei a elas até onde havia chego, os últimos acontecimentos, as machucaduras e confusões da alma, alguns sonhos temerosos e outros por hora até que bonitos, nem sei se válidos, mas bonitos mesmo assim.

Vamos selecionar e visualizar juntos, me disseram elas. Falei, ok!

Vamos ver o que mais tem por aí, estamos vivos não é mesmo, juntos novamente. Senti o arrepio que gostava de ter diante a uma expectativa, conversei com as minhas Promessas, todos nós temos algumas, pensei nas minhas.

Algumas já morreram e não se tem o que fazer, nada de choros ou remorsos, viveram no tempo que eram para ser vividas, se permaneceram é porque são por hora importantes, mas gosto das mudanças, transformações, essa metamorfose da vida.

Sinto uma urgência de resgate, sinto a forte necessidade de permanecer em mim.