terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Proza e Melodia



"Quando a proza é boa vale encantá-la com melodia.
Quando amar é gostoso a quem cante noite e dia".


quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Fraseando


"E assim nós vamos compondo um pouquinho da vida: de letra em letra, de dia-a-dia".

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Livre

Ficava por horas de olhos fechados
Um colorido infinito, tudo ao alcance de suas mãos
Nunca quisera sair dali
Nunca quisera sair

Sabia que a liberdade começava em si. Por isso era livre.
Porque sabia.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

{ Ma[tem(po)]ática }

Levantou tarde como todos os outros dias. Ficou parado os exatos quarenta e cincos segundos sentado na cama a coçar a sua cabeça até decidir se levantar.
Foi até a pia do banheiro, trajeto rotineiro. Olhou no espelho e admirou como crescera sua barba de maneira tão rápida, como de fato tudo era rápido: o sono era rápido, o tempo para despertar era rápido, o ontem passou tão rápido... Ficou pensando com ele mesmo.
Tão veloz, o tempo vai passando e pouco se importa se estamos prontos ou não.

"-Tomara que eu esteja!" disse ele para si mesmo.

Ontem mesmo estava com seu quatorze ou quinze anos de idade, hoje está velho e mal se levanta para sair da cama.
Sem mais exatos quarenta e cinco segundos, sem mais ida a pia sozinho, hoje quase sem memória de quando vez a barba pela última vez.

Horas somadas em horas e subtraídas em tempo útil de vida. Matemática chata essa, deduziu um dia ele.


quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Diferença linda


Uma dose de absurdos inaceitáveis.
Um brinde ao feio, ao estranho e desprezível.
Aplausos para o discurso fajuto.
Bravos para o compasso incerto, o andamento desafinado e a dança fora da música.
Quero o nada perfeito, a não-regra, o não-correto.
Desejo aquela cor que ninguém mais quer.
Não ao comum a todos.
Sim para o diferente, na sua diferença serás lindo.




Postagem que dedico a Roberta Baêta, que por dançar fora da música cometeu suicídio em dezembro, discriminada em sua família por ser atéia.
Um desabafo sobre desejar o que as pessoas desprezam e julgam.
Vou continuar a aplaudir de pé o discurso taxado muitas vezes de fajuto, como se querer os direitos civis como o casamento gay, por exemplo, é besteira. E tantas outras maldades para com o diferente.